Imagine aquele Ba-Vi de decisão de campeonato. Domingão ensolarado, 16h e as ruas de Salvador tomadas pela empolgação. "Hoje é jogo de casa cheia", imaginam os mais animados. Tudo prontinho para o espetáculo e vem a notícia ruim: acabou o ingresso! Se isso já acontecia numa Fonte Nova com capacidade para 80, 90 mil pessoas, imagine com o público reduzido.
Assim será o pós-Copa de 2014, quando a reformada Fonte Nova abrigará 55.129 espectadores. Difícil até de imaginar o torcedor baiano tão apaixonado por futebol, limitado a um espaço bem inferior do que estava acostumado. Quem não lembra da semifinal do Brasileirão de 1988, quando 110.438 torcedores assistiram à vitória tricolor por 2 x 1 em cima do Fluminense, jogo que levou o clube à decisão para conquistar o bicampeonato nacional.
O dia 7 de agosto de 1994 também está guardado na mente da galera. Ao todo, 97.240 pessoas viram o 1 x 1 naquele Ba-Vi. Era a final do campeonato estadual daquele ano e Raudinei se tornou inesquecível. Um ano antes, os rubro-negros também encheram a Fonte. Foram 77.772 pagantes na derrota por 1x0 do Leão contra o Palmeiras, na final do Campeonato Brasileiro de 93.
Fonte Nova desse jeito? Só no passado!
PRESSÃO - Arquiteto responsável pelo projeto da nova Fonte, Marc Duwe explica que a capacidade foi reduzida pela questão do custo-benefício. "Não adianta ter um estádio da nossa cabeça se a manutenção dele vai aumentar.É uma tendência mundial. Mesmo que todo jogo tenha casa cheia, iria ser complicado sustentar o estádio só com o futebol", argumenta.
De acordo com o arquiteto, a ideia inicial era que a capacidade máxima fosse de apenas 40 mil pessoas, mas devido à pressão do torcedor, o projeto foi modificado. "Recebi vários e-mails de torcedores do Bahia reivindicando o aumento da capacidade. Aumentamos o que dava para aumentar. Mais que isso é inviável economicamente.
FESTA - O vice-presidente executivo do Vitória, Jorge Sampaio, vai na mesma linha. Para ele, o mais importante será a manutenção da arena. "É uma tendência mundial ter estádios desse tamanho no futebol. Eu sou totalmente a favor dessa ideia e acho que a Fonte Nova terá um tamanho excelente", disse.
Mas quem sempre frequentou o estádio, seja em partidas contra o Redenção a jogo mata- mata da Copa - na época, Taça Libertadores -, sente muita falta do hábito, fosse domingo ou no meio de semana. "A Fonte Nova era tão boa que às vezes ia curtir mais a festa do lado de fora do estádio, porque lá dentro a gente sabia que o Bahia ia ganhar", lembra o economista Eduardo Penedo, 38 anos, que espera ver a Fonte de volta, após a Copa em 2014, para ter de novo o lazer que não consegue esquecer.
Data: 09/06/2009 (hoje) Local: Boca do Jacaré, em Taguatinga-DF Horário: 21h00 Transmissão: SporTV e Premiere (PPV)
Bahia: Marcelo; Marcos, Evaldo, Nen e Rubens Cardoso; Leandro, Hernani, Elton e Roberto; Lima e Alex Terra. Técnico: Alexandre Gallo.
Brasiliense: Guto; César Gaúcho, Cris e Ailson; Júlio César, Juninho, Pedro Ayub, Iranildo e Edinho (Kaká ou Éder); Chimba e Fábio Júnior. Técnico: Roberval Davino.
Arbitragem: Wallace Nascimento Valente (ES), auxiliado por Katiuscia Mayer Mendonça (ES) e Gelson Pimentel Rodrigues (ES).
Na noite desta segunda-feira, em reunião do conselho deliberativo, realizada no Hotel Mar Azul, as contas do ano de 2008 foram aprovadas pelos conselheiros tricolores, além da Reforma e modernização do Estatuto do clube.
Dentre algumas modificações no novo Estatuto, a eleição direta para presidente do clube para o ano de 2011, antigo pleito de grande parte da torcida tricolor, foi confirmada. Uma dúvida, porém, está no ar. Serão diretas mesmo? Ou os torcedores votarão apenas em 'chapas'? O futuro dirá...
Não confunda com Paulo Roberto, o menino da Ribeira. 'É Roberto Heuchayer', ensina, orgulhoso do nome composto que o pai inventou. Nome complicado, contrastante com a simplicidade que Roberto usa para contar sua história. O autor de dois gols contra o ABC, que deixaram o Bahia em 3º lugar na estreia dele em Pituaçu, admitiu que a ficha demora a cair. "Não estou nem acreditando".
Também pudera. O jovem que conseguiu desviar a atenção voltada para Joãozinho quase não dormiu na noite de sábado (6) para ontem (7). Antes, só era titular no Playstation, escalado por ele mesmo. No sábado à noite, tudo mudou. "Fiquei na internet vendo o vídeo dos gols e as fotos que estavam botando no globo.com. Só consegui dormir 4h da manhã", falou às 10h, no Fazendão, sandália gasta e escudo do Bahia no pé, antes de fazer fisioterapia no joelhoesquerdo. Garante que joga amanhã, às 21h, contra o Brasiliense.
A estreia em casa não era tão boa nem nos sonhos mais belos do adolescente de 18 anos, nascido em 4 de dezembro de 1990 - dia de Santa Bárbara e Iansã, embora seja evangélico. "Gallo me passou muita confiança, mas eu estava ansioso. Não imaginava fazer dois gols. Eu queria entrar e fazer um. Sempre via na televisão um menino de 17, 18 anos que estreia fazendo gol e já cai nas graças da torcida".
Roberto caiu e descreve a sensação. "Muito emocionante. Nunca tinha visto a torcida toda assim na frente, gritando meu nome". Viu os amigos segurando faixa lá em Pituaçu, mas não viu a mãe, Sílvia, que mora na piauiense Picos, a terra natal. Com ela, chorou ao falar por telefone logo após o jogo. "Assim que eu liguei o celular, começou a tocar".
EVALDÃO - E o ídolo? "Gosto muito de Cristiano Ronaldo porque ele vai pra cima, e eu gosto de ir pra cima também". A outra referência mora em Picos e não é conhecida. "É meu pai. Ele era meia-direita, todo mundo gostava dele. Jogava com os adultos e me botava no time. Eu era café-com-leite", lembra, já livre da timidez. O pai, Roberto Araújo, nunca foi profissional, mas o filho garante que ele jogava certo no Estádio Evaldão, em Paulistana, quase vizinha de Picos. Roberto mora no Fazendão desde 2006. Por acaso. Antes disso, jogava na escolinha de futebol que o pai tem em Picos.
Hoje se chama Heuchayer, em homenagem ao filhão, mas, na época, era a escolinha do Vasco na cidade de 70 mil habitantes onde o River e o Flamengo locais não têm vez com os grandes do Rio de Janeiro. Vascaíno, o segundo de três filhos homens sonhava jogar no time da cruz de malta. "Minha vontade era ir para o Vasco. Já tinha pedido a meu pai para me levar", afirma.
GORDO - Mas o pai comprou passagem para Salvador e levou o filho para o Vitória, em 2005. "Eu tive passagem lá, e eles ficaram com frescura. Disseram que não fiquei porque eu estava acima do peso", conta. Quilinhos perdidos, Roberto conta que voltou à Toca do Leão e foi novamente reprovado.
Só então tentou o tricolor. "Quando eu vim pra o Bahia, cheguei acima do peso também, mas viram meu potencial". Ali, nascia o carinho pelo Bahia e uma certa rejeição pelo Vitória que dá para perceber na fala do garoto. Quanto ao potencial, o Bahia vê mesmo. Desde o início da temporada, o contrato já foi renovado até abril de 2012.
A diretoria do Bahia anunciou as contratações do lateral direito Dedê e do o meia Alex Maranhão. Alex tem 24 anos, foi revelado pelo Ituano e já defendeu equipes como Criciúma-SC, Ceará-CE e Barueri-SP. Dedê tem 22 anos e ganhou destaque na Série B do ano passado, defendendo o Ceará.
Confira a ficha dos novos contratados:
Alex Maranhão
Nome: Alexsandro Carvalho Lopes Posição: MEIA - Canhoto Nascimento: 30 / 04 / 1985 Altura: 1,72 cm Peso: 67 kg
Dedê
Nome: Derivaldo Bezerra Cavalcante Nacionalidade: Brasileira Nascimento: 31/5/1987 (21 anos) Naturalidade: Posição: lateral direito Altura: 175 cm Peso: 79 kg Clubes: Ferroviário-CE e Ceará=CE