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PL Tiro Livre DiretoPaulo Leandro - Portal Esportivo
Nossos próximos desafios
por Paulo Leandro

Mayre Freitas Limeira e Kleber Leal informam que o Vitória enfrenta o Criciúma e o Bahia desafia o São Paulo. Mayre faz fé em goleada do São Paulo por 3x0. Kleber aposta em dois gols de diferença a favor do Tigre catarinense diante do Decano.

Não são mesmo paradas moles, como não se pode esperar de nenhum adversário nas séries A e B. A série A, tido como mais qualificada, tem times com os melhores plantéis do país. Na B, a característica é o nivelamento dos times. A garra, raça, a vontade são bons diferenciais.

Vitória e Criciúma fazem duelos equilibrados. Exceto a goleada que o Vitória levou, parece que de 6x0, na Série C do Brasileiro, em 2006, não me recordo de um placar dilatado envolvendo o Leão e o Tigre.

O Vitória é um time instável, a defesa é generosa, não sei se pelas qualidades dos beques, ou se por causa do esquema que não privilegia o combate na saída de bola do adversário, ou será que nosso meio-campo marca mal e chega muita bola, expondo as fragilidades da zaga?

Não sai da cabeça do rubro-negro a série de bragas que resultou na conquista do titulo estadual pelo Bahia. Todos os gols tricolores sinalizam e evidenciam o quanto o Vitória é peneira na sua defesa.

MUSCULATURA

Pode até ter o artilheiro do Brasil, Neto Baiano, mas no empate de 3x3 do Dia das Mães, o Vitória mostrou que tem vontade de marcar na mesma proporção que talento para abrir pernas.

No Bahia, o famoso otimismo não tem a mesma força quando o assunto é Copa do Brasil e Série A. Mas, lembrem-se tricolores: o tricolor da Paulicéia não se dá bem com o Bahia não. Quem não lembra a épica vitória de virada ano passado?

E quem curte rever jogo por jogo a campanha de 88, há de saborear sempre aqueles 2x0 lá no Morumba, com Zé Carlos mandando um balaço de fora da área para acabar com a banca dos bandeirantes.

Gostaria de acrescentar aqui mais times baianos, no entanto, nossa pobreza, nossa seca, não permitem ter um Vitória da Conquista ou um Flu de Feira numa Série B, ao menos por enquanto.

Não sei como anda a segundona estadual, mas não custa sonhar com uma volta de um Ypiranga desse aí pra ver se pega ritmo e afronta Bahia e Vitória de verdade. Tudo o que precisamos é competição local para fortalecer a musculatura dos nossos times.

TERAPIA

Toda a dificuldade que enfrentamos no Brasileiro vem desta raiz aí. Um campeonato estadual forte reflete times fortes no Nacional. E o inverso, na mesma proporção. Dizem que o Bye-anão não é tão ruim em relação a outros campeonatos estaduais. Vamo acreditar.

Também tou desinformado em relação ao Campeonato Intermunicipal, mas taÍ uma competição que poderia servir para revelar talentos baianos para a Bahia, não sei se interessariam aos agentes Fifa e aos outros agentes da cadeia produtiva.

Por aqui, posso dizer, voltando ao Bahia, que a torcida que mais cresce na Chapada Diamantina, sem medo de errar, é a do São Paulo. No colégio onde ensino redação e na minha rua, são muitas crianças e adolescentes que exibem com orgulho símbolos são-paulinos.

Meu caro sobrinho Henrique mesmo, neto de dona Ilda, aqui defronte, não perde um jogo do São Paulo. Outro dia perguntei quanto tava o jogo, pensando que ele tava vendo o Bahia, mas quar... ele me deu o placar de São Paulo x Ponte Preta que ele curtia de parabólica.

Vamos ver o que a tevê fechada, meu recurso mais disponível, tem a nos oferecer de cultura futebolística pra tentar continuar escrevendo as crônicas que meu editor e leitor Edmilson Gouvêa me mandou escrever todo dia, a título de terapia de reabilitação.

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