| PL Tema do diaPaulo Leandro - Portal Esportivo Seleção: era melhor ver o teipe de 58 por Paulo Leandro Bom pra dormir e relaxar mesmo só amistozinho da seleção, desde que a pessoa tire completamente o som da televisão para não absorver chatice extrema. Teve um gol de cabeça de Leandro Damião e dois de Pato. Aí, Brasil 3x0 Suécia. No mesmo estádio onde a Seleção foi campeã do mundo pela primeira vez em 58. Eita que deve ter sido uma delícia ser campeão do mundo depois daquele sofrimento todo que foi ser vice do Uruguai dentro de casa em 50. Este tema já me rendeu uma nota 10 na disciplina contextos da cultura porque foi possível demonstrar como esta vitória representou uma superação de teorias racistas na arena simbólica do futebol. Principal manifestação cultural brasileira em alcance, o futebol mostrou ao Brasil que era possível fazer desta miscigenação, antes tida como negativa, um bom motivo para construir um país. CHATICE Pelé, afro; Garrincha, tido como um lelé, quase aleijadinho, de perna torta. Estes homens e mais 9 botaram os europeus na roda. Russos, franceses, suecos... todos sambaram! Sim, desde aqueles 5x2 na Suécia, os brasileiros deixaram de lado o complexo de vira-latas diagnosticado pelo grande terapeuta nacional Nelson Rodrigues. Isso aqui podia sim virar um país decente! Acredito tenha sido nosso segundo grito de Independência, depois da vitória baiana sobre os portugueses a 2 de julho de 1823. (não vale acreditar em 7 de setembro!). O Brasil se tornou independente culturalmente naquele estádio Rassunda que agora será demolido para virar uma praça esportiva do jeito contemporâneo, cheia dos confortos. Agora, o jogo mesmo, vou te contar, que chatice é seleção do Brasil hoje em dia. Bem melhor se passasse o teipe de 58, mas bote melhor nisso! ZERO Curti o trabalho de Leo Batista, mostrando uns detalhes diferentes que só o olhar do cronista esportivo das antigas consegue captar, tipo Garrincha pisando com o pezinho direito bem firme antes de entrar em campo. Esses homens de azul marinho nos livraram de uma grande maldição, que era de se achar incapaz. Tem coisa pior que a pessoa, ou melhor, um país inteiro, se achar incompetente? Ainda tem um pouco deste rastro quando certas cidades não conseguem ter um metrô que preste, mesmo depois de tantos e tantos anos e milhões de rios de dinheiros. Os gols de Pato, a televisão mostrou que foram normais. O primeiro, tava super em dúvida, porque pareceu que ele estava um pouco adiantado quando a bola bate na cabeça dele, mas tinha um zagueiro dando um tiquinho de condição. No pênalti, os suecos reclamaram que a falta foi fora da área. Ah, que saco, vu! Ainda bem que ao menos não se precisou ouvir aquelas besteiras imensas porque o som da televisão tava zero. |