Dois dos bichos mais deliciosos das praias, neste período de beleza e sol, são a ostra e a pititinga.
Uma se come crua mesmo. Abre-se a concha, e lá dentro está a ostra meio molenga mesmo. Forte como quê. Coloca-se sal e limão a gosto. Perfeita para tira-gosto.
Pititinga também é uma delícia. Serve-se frita. Pititinga é tipo um peixinho-agulha. Bom para comer com farofa e salada a vinagrete.
Nossa dieta beira-mar segue pelo bom queijinho assado na hora e os cinco camarões graúdos no espeto que João do Camarão inventou e já tem uma galera imitando. Seu cunhado e seu filho, Marcelo, também alimentam a galera com a mesma iguaria.
O ideal é a pessoa largar de ser nojenta e comer o camarão todinho, com cabeça, perna, rabo e tudo. Ideia é primeiro ir roendo o bicho e deixar a parte do corpo por último. Tudo isso, ostra, pititinga, camarão, queijinho, precisa acompanhar uma cervejinha beeeeem gelada.
Tá rolando também churrasco da Boni, de coracãozinho e tudo, e pizza, agora que a comodidade da tecnologia está permitindo fogãozinho embutido em pequenos carrinhos fáceis de transportar.
O bom acarajé é comido inteiro, de preferência, que é pra manter a tradição, mas há quem mande a baiana cortar em pedacinhos. Tem também baiana que faz a porção de acarajezinhos menores em maior quantidade para uma galera.
Que é mais? É tanta coisa que acho que daria uma bela pauta de culinária! De rango, aliás, com preço e onde encontrar, orientações para se ligar por exemplo pra saber se a ostra tá de boa, se o queijinho pega orégano ou não...
Não se pode esquecer da dúzia de lambreta, do caldo de sururu, da placa de ovinho de codorna, da castanha, êta que cidade deliciosa essa que a gente mora! Te amo, Salvador!