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Viver a vida ou viver mentiras
por Danilo Souza

Viver a vida ou viver mentiras

Por Danilo Souza

Viver a vida. Esse é o nome da novela que há nove meses tem tentado conquistar o público e levar a audiência da Rede Globo às alturas. O consagrado Manuel Carlos sempre procura explorar os grandes dramas sociais.

A novela aborda a história dos deficientes físicos através da personagem Luciana, interpretada pela atriz Aline Moraes. O sofrimento da jovem modelo internacional a faz passar por situações complicadas no seu cotidiano. Luciana sofre um acidente e perde os movimentos, tornando-se paraplégica.

Diante disso, surgem questionamentos relevantes. Manuel Carlos tem prestado um serviço a sociedade? Ele tem conseguido estimular as pessoas a compreender melhor e debater a vida de um deficiente? Ou ele exagera em cenas de drama para colocar os deficientes como coitadinhos?

Luciana, no contexto da novela, está inserida em uma família de classe média alta. A personagem não representa os quase 25 milhões de brasileiros, de acordo com segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) existem no Brasil.

Apesar de toda a polêmica, ou até por causa desta polêmica, a novela de Manuel Carlos já é um sucesso. Thaís Araújo dá continuidade à coleção de famosas Helenas sempre presentes em suas tramas.

Como em toda teledramaturgia brasileira contemporânea, não poderia faltar a figura do garanhão, como é popularmente conhecido o personagem, Marcos, personagem de José Mayer, o sessentão capaz de arrasar corações.

No contexto do deficiente no Brasil, a sociedade precisa ter olho clinico sobre a situação. Luciana de Viver a vida representa mesmo o drama dos deficientes ou é só mais uma oportunidade para Manoel Carlos ganhar fama à custa de dramas sociais?

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