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Carl Gustav Jung, o mais brilhante discípulo de Freud, contestador ao ponto de ser abandonado pelo seu mestre ao dizê-lo que o forjava para ser seu sucessor. O príncipe da psicanálise.


No entanto Jung foi além e como tudo que tem luz própria fez-se brilhar como brilha as medalhas no peito dos atletas olímpicos. Jung fez a junção dos ensinamentos de seu mestre com a alma, muito mais que isso, Jung nos arremeteu para vidas passadas onde defende que todos nós temos atitudes advindas do nosso inconsciente coletivo onde se explica o porquê do bebê procurar o peito ao nascer ou o motivo de termos características que marcaram antepassados que nem mesmo conhecemos.


La vem eu metendo o bedelho da psicanálise nas olimpíadas, mas não pude deixar de observar os detalhes que nos afastaram das medalhas. Um escorregão aqui, um centímetro ali, uns décimos acolá e por ai poderiamos citar inúmeros esportes e atletas da nossa amada pátria.


Muitos não percebem que o que levamos para uma competição além de todo o treinamento de anos e anos é o que temos de bagagem emocional de toda uma vida e do nosso inconsciente coletivo. Não adianta querer tapar o sol nem muito menos esconder o lixo abaixo do tapete, pois temos uma historia ainda em desenvolvimento onde um País nascido da miscigenação racial onde após 500 anos temos agora talvez uma característica adquirida da nossa amada pátria. Outro grande problema é querer comparar a força econômica de um País em desenvolvimento com as potências de economia estável por centenas de anos.


Não podemos exigir dos nossos meninos e meninas que conquistem algo que nem mesmo sabemos o que é. Uma medalha olímpica representa não só o esforço pessoal de um atleta, mas a verdadeira face do nosso povo.


Claro que o inconsciente coletivo nos ajuda em alguns esportes como o futebol onde a ginga e o improviso nos faz revelar como uma potência tupiniquim. Mas esse mesmo improviso e essa mesma ginga nos afasta dos degraus onde são condecorados com flores e glória os verdadeiros atletas do mundo.

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Pensando como brasileiro e vendo um talento como Iziane ser afastada da seleção de basquete pelo técnico Paulo Bassul deixa um questionamento do que seria mais importante: Uma estrela ou um bom grupo? Se formos um pouco mais fundo poderíamos até verificar o motivo pelo qual Iziane teve o rompante de enfrentar o técnico e se recusar a entrar em quadra.


A psicanálise é algo muito interessante para que possamos analisar fatos como esse, pois não vemos o fato em si apenas e sim o que motivou ao fato. Esta diferença de visão nos mostra alguns caminhos que levaram a estrela Iziane a se tornar um exemplo a não ser seguido pelos nossos atletas.


Uma infância pobre na região norte do País, falta de estrutura e até de alimentação adequada se confunde com a história de muitos ídolos e estrelas do nosso esporte. A convocação para uma seleção brasileira e um contrato na liga norte americana de basquete e o assedio da imprensa e dos fãs certamente mexem com qualquer pessoa.



O individual é levado sempre em consideração e com certa coerência todos nós vemos primeiro o nosso lado individual para depois pensarmos no coletivo. Como diz o ditado "farinha pouca meu pirão primeiro". Talvez se Iziane fosse uma corredora, tenista ou uma atleta de qualquer esporte individual, não tivesse tantos problemas de relacionamento pela sua falta de estrutura emocional.


Formar uma equipe de basquete, vôlei, futebol ou qualquer outra que o coletivo tem que ser levado em primeiro plano e que os atletas embora sejam escolhidos pela sua qualidade técnica tem que visar o coletivo não é fácil.


O inconsciente de todos nós trabalha para a nossa satisfação, nunca pensa na satisfação de outra pessoa. Nossos impulsos tanto sexuais ou de auto-preservação nunca busca nada além do prazer ou a preservação do individuo. Uma equipe tem que ser trabalhada muito mais no individual dos atletas que na tática e teorias dos comandantes.


Perdemos uma estrela pelo seu estrelismo e mais uma vez o esporte não leva em consideração o equilíbrio individual de cada atleta e apenas e tão somente visam um objetivo final que por muitas vezes faz nós torcedores a ficar pensando o porquê deu errado já que estávamos indo tão bem...

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Todos nós sabemos que a imprensa tem um poder incrível. E no caso de ser usada para fins que não busque o engrandecimento do esporte ou investigação do que ocorre no mesmo e o que seria de mais importante para os amigos ouvintes. Informar! Caímos então no que de mais repugnante e nojento se delineia neste caso. O Autoritarismo!


Percebemos claramente que o perfil psicanalítico de quem fica atrás de um microfone. Muitas vezes faz conduzir a opinião pública ao seu perfil perpassando por pessoas ponderadas e conscientes que faz o ouvinte pensar e tirar suas conclusões, ou então o perfil do autoritário que impõe sua vontade e em alguns casos seus desejos.


Os dirigentes de Bahia e Vitória estão nas mãos de uma boca que impõe em sua personalidade altamente instável em uma busca incessante de auto-afirmação em um processo de recuperação da auto estima perdida em sua tenra infância compensada claramente na forma autoritária e impositiva com que manipula os dirigentes dos maiores clubes da Bahia.


Técnicos e jogadores são escalados e demitidos ao bel prazer da vontade de uma boca e o que mais impressiona é o motivo que faz os presidentes, diretores e conselheiros a se curvarem a este perfil de "corda bamba" da boca autoritária. Parece para quem está do lado externo deste foco que os envolvidos neste misto de amor e ódio estão em um processo de submissão por medo de enfrentar o autoritarismo que compões direta ou indiretamente a comunidade esportiva.


Freud Explica! Talvez.

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